O segundo semestre começou com mudança total na vida do meu pequeno: cidade nova, estado novo, escola nova e tentativas de novos amigos. Se isso tudo seria muito para um adulto, imagine para um garotinho de quatro anos…
Pois não foi diferente para o Victor. A adaptação à cidade está sendo tranquila: morando ao lado da praia de Copacabana, com areia e água abundante – tudo que ele mais gosta – não seria diferente. Já na escola, embora ainda seja muito cedo para dizer qualquer coisa – menos de dois meses com novos amigos e professores – posso dizer que eu não me adaptei.
Embora o Rio seja uma cidade que por si só sugere liberdade, nas escolas a coisa é bem diferente: todas se baseiam em métodos tradicionais. Não esperava encontrar métodos tão conservadores, mas foi exatamente o que aconteceu. Na própria escola do Victor, uma das poucas que parece incentivar o pensar além das cartilhas, a coisa não é bem assim. Nossa preocupação com a escola nunca foi a alfabetização precoce. Sempre esperamos que isso acontecesse de maneira natural, com a professora incentivando claro, a leitura e escrita, mas não esperávamos – e nem queríamos – que ele estivesse escrevendo nessa idade. E qual não foi meu choque ao descobrir que mal começou a pintar dentro dos limites dos desenhos sem ultrapassar as linhas, o que foi muito comemorado por nós, a professora disse que vai precisar correr porque as crianças da turma dele já escrevem o nome!
E minha surpresa maior ainda – e desgosto – foi descobrir que essa é uma demanda aqui do Rio. Sem exceção (até agora) as escolas querem alfabetizar as crianças o mais cedo possível! Não é possível que só a minha família clame por uma escola mais libertária, mas parece que é exatamente isso…
Sinto-me muito frustrada neste momento, pois apesar de procurar bastante, não consigo encontrar uma escola em que meu filhote possa brincar, ouvir histórias, cantos e contos e com isso, ter contato com a escrita, com a leitura e tudo mais, sem que eu tenha que pegar na mão dele para que ele escreva antes de conseguir desenhar!
Bem, é só um desabafo.. De resto, o Rio de Janeiro continua lindo…

Oi Pat, continuo levantando a bandeira do CEAT. Vou defender essa escola maravilhosa aqui no Rio para os leitores do blog. Acho que o Victor ia gostar de la.
A creche do meu filho é municipal.
Fico preocupada com essa pressa das escolas e escolinhas que são bem tradicionais, sabe, porque queria que meu filho tivesse o tempo dele..
Achei “o máximo” quando fui chamada na creche pq todas as outras crianças já falavam muitas palavras claramente e meu filho não.
Até parece que eles tem que falar antes dos 14 meses 3 semanas e 2 dias, assim, bem marcadinho na agenda, senão sabe-se lá o que pode acontecer com o desenvolvimento deles!
O engraçado é que algumas semanas depois ele desenrolou a língua e agora fala pelos cotovelos.
Agora, a pergunta: pra que tanta pressa?
Olá Patrícia,
Na verdade estou escrevendo para tirar uma dúvida: vc trabalhou na Gazeta de Limeira? Eu acho que trabalhamos juntas (espero que sim, vou ficar muito feliz!)
Abraço
Virgínia Valle