“Você quer fazer xixi mamãe?
Sim, eu quero. Mas pode fazer tranquilo que eu espero.
Por que você não faz comigo?” A essa altura, eu tentando me manter séria, respondo que não posso porque eu não faço xixi como ele. “Mas por que você precisa sentar?”.
“Porque eu não tenho um pauzinho como o seu, por isso as meninas precisam sentar e os meninos fazem xixi em pé”.
Ele pensou alguns minutos e todo sério me perguntou: mas então, como chama o seu pauzinho?
Respirei fundo para controlar o riso e respondi: vagina, rezendo para que a conversa terminasse ali. E, aparenetmente ele se deu por satisfeito, pois olhou para mim e disse “ah”.
Outro dia, entretanto, não me saí tão bem de uma outra conversa que tivemos. No dia do rodízio do carro levo o Victor de taxi para a escola. Naquele dia, tivemos antes de ir ao caixa eletrônico tirar dinheiro. Mal entramos no banco e ele já saiu andando, explorando. Neurótica que sou em tê-lo por perto, pedi que ele se aproximasse. Depois de uma certa teimosia ele veio, mas não deixou de me questionar quando saímos do banco. Eu tentei explicar que existem pessoas que quando veem uma criança sozinha, podem levar essa criança para longe dos pais. “Já pensou se alguém rouba você de mim? Por isso você sempre precisa ficar perto da mamãe e do papai, pois tem gente ruim, bandidos, que pegam crianças”.
Passaram-se alguns segundos, já caminhávamos para o ponto de táxi e ele me sai com essa: “eu quero ser bandido!”.
Não, você não quer! “Mas quando eu for grande eu quero!”. confesso que perdi o prumo e fiquei desconcertada. Pega de surpresa eu respondi que não, ele não podia ser bandido e que estava proibido que dizer essa palavra. O Victor claro, não entendeu nada, mas acho que percebeu alguma coisa na minha voz e não insistiu.
No caminho para a escola, fui pensando no que poderia dizer para que ele entendesse a minha preocupação. Bem, usando toda a psicologia que sempre ouço, quando chegamos na escola disse que precisava conversar com ele, me abaixei e olhando bem em seus olhinhos tentei explicar porque ele não podia ser bandido. Ao final da conversa, perguntei se ele entendeu, ao que respondeu que sim. Mas outro dia me perguntou se não podia ser bandido de mentirinha…
Contando essa história para uma amiga querida que foi nos visitar no final de semana, confessei que fiquei um pouco histérica e pega de surpresa, sem saber o que dizer, por isso minha primeira reação foi “proibir a repetição daquela palavra”. Sem pensar muito ela me respondeu que teria dito a ele que bandidos ficam presos e não podem fazer todas as coisas que ele gosta, como brincar e pular… E faz todo o sentido, o que só comprova que algumas vezes, quem está de fora consegue ver melhores saídas do que nós, pais apaixonados por seus filhos e que não permitem sequer que eles digam que querem ser bandidos, ainda que de mentirinha…

curti as duas histórias. beijos
Q fofo! Anotei tudo pra quando chegar a minha hora de responder essas perguntinhas…hehhehe
Por isso ele queria levar a Mônica para o Rio ne? Já quer roubar criancinhas!!!! Meda!!! hahaha
ahahaha…ri muito com as duas histórias, Pati. O meu Dudu está numa fase parecida…é tudo muito engraçado! Bjs
Ai Patrícia, ri tanto! rs. Meu filho mais velho Pedro, já me deixou muito sem graça com essa história de “pipiu”… uma vez ele disse que eu tinha vindo com defeito e que tinha que me trocar “no lugar aonde compra as mamães” (não sei da onde ele tirou isso)… não entendi nada, e perguntei chateada pq tinha que me trocar… ele disse que eu não tinha vindo com pipiu! aiai…. a chateação deu espaço para risos, mas logo expliquei para ele porque eu “não tinha vindo” com pipiu, rs.
Fiquei muito feliz com seu comentário lá no Tutti, e mais ainda quando vim aqui ver seu blog…. histórias como a sua me tranquilizam muito, e ao meu marido também (sempre repasso tudo que leio para ele, rs). Assim como você, também quero compartilhar no meu blog minhas experiências com meu Joaquim que logo, logo chega, pois se me sinto tão ajudada com blogs como o seu, sinto que devo cumprir essa missão.
Adorei tudo que escreveu, e voltarei aqui mais vezes, viu? Um beijo para você e para seu lindo Victor!