de repente mãe

O galinho da madrugada

Abril 15, 2009 · 6 Comentários

Passam alguns minutos das seis da manhã e eu mais sinto do que ouço seus passinhos se aproximando. Primeiro o barulho da porta batento suavemente na parede, depois as maõzinhas tocando o meu braço e finalmente, o mamãe para me despertar.

Desde que trocou o berço por uma caminha com grade, Victor descobriu que não precisa chorar para ter nossa atenção no meio da noite. Basta se levantar – o que ele faz com certa frequência – e se encaminhar para nosso quarto. Ali, ele faz charme para se deitar entre mim e o pai. Como manda a boa pedagogia, tentamos levantar com ele e colocá-lo para dormir novamente na própria cama. Mas confesso que às vezes o sono fala mais alto e me rendo aos maus costumes e passo o dividir o travesseiro com meu filho.

Se for de madrugada, tão logo ele dorme eu me levanto e o coloco novamente na cama. Se já for de manhã, tento simplesmente fazê-lo permanecer mais alguns minutinhos na cama e faço uma prece silenciosa para que ele caia no sono e eu possa dormir mais um pouco. Mas, meu anjinho sempre perde a batalha para o dele.

Desde que meu filho nasceu, não sei mais o que é dormir além das sete da manhã. Aliás, fico feliz da vida nos dias em que ele acorda às 7h30! O que acontece muito raramente, a média é mesmo 6h30, quase como um reloginho. E não há conversa que o faça ficar deitadinho esperando o tempo passar. A única saída é levantar, preparar o leite e acompanhá-lo no sofá enquanto se sacia.

Embora eu nunca tenha sido de dormir demais (acho que passar muito tempo na cama é uma forma de deixar de fazer outras coisas bacanas), confesso que sinto falta de dormir sem compromisso. Será que isso acontece com todos os pais de primeira viagem? Se sim, me contem quando essa fase vai passar…

Embora na maior parte das vezes o Victor tente me acordar, quando ele chora de madrugada é o pai que se levanta e o faz ninar. Mesmo sem combinar verbalmente, nos revesamos quando ele acorda ou quando vamos preparar a mamadeira. Um dia eu, outro ele, tentamos não sobrecarregar o outro. Sem querer puxar o saco, mas o Victor tem um paizão: acorda para dar leite, mesmo quando foi dormir mais tarde; troca fralda, dá banho e fica com ele numa boa quando tenho plantão de final de semana no jornal. Não que isso me surpreenda, não esperava outra coisa mesmo. Mas é bacana realmente dividirmos essas tarefas… Não sou só eu que tenho jornada dupla, o pai do Victor também tem.

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6 respostas Até agora ↓

  • pai do Victor // Abril 16, 2009 às 3:27 pm | Responder

    Minha querida,
    acho que até gosto quando ele acorda no meio da noite e vem de braços estendidos e olhos cerrados, andando com o pé meio torto, balbuciando qualquer coisa que nós entendemos como carinhoso. É como se eu – que chego quando ele já embalou no sono – pudesse colocá-lo para dormir.
    O Victor é realmente incrível.
    Uma amiga, falando de filhos, comentou como eles dão um sentido maior à nossa existência. E a gente tem muito disso com o Victor.
    Mas ontem comentei com o Paulo que uma coisa que me deu mais sentido à vida foi o casamento.
    No fim da noite nós dois concordamos: não temos a mínima saudade das nossas vidas de solteiros.
    beijos do pai do Victor.

  • Tia Pitty // Abril 20, 2009 às 8:24 pm | Responder

    Patrcia,
    Realmente eh lindo meu irmão ser um Paizão,meu Pai tb era assim,
    pena não ter dado mais atenção a vcs,mas p o ano até a Cacá ta empolgada de nos reunirmos aqui com maiscomponentes na família.
    mesmo assimfoi muito legal,
    Bjs, Tia Pitty

  • Divorciada do 3xtrinta // Maio 19, 2009 às 2:19 am | Responder

    Paty Querida,

    Tudo bem? Aqui é Isabela Barros, que trabalhou no Diário, lembra?

    Uma fofura o seu blog, adorei. Eu tb tenho um: 3xtrinta.blogspot.com.br, dá uma olhada quando puder. Sou A Divorciada do trio, vc vai entender. Até tentei linkar o seu blog lá, mas não consegui, não sei por que. Tento novamente amanhã.

    Lindo o seu filhote, fico feliz por vc. Parabéns. Márcia me fala muito dele, baba demais.

    Beijão,

    Isa

    • Patrícia Büll // Maio 20, 2009 às 5:36 pm | Responder

      Oi Isa! Que bom que você gostou do meu blog. Já andei visitando o seu, inclusive vi uma parte da entrevista que vocês deram No Multishow e achei muito bacana. Acho as histórias ótimas e algumas bem divertidas. Precisamos marcar um dia de nos encontrar, quem sabe você não vai em casa conhecer mu filhote pessoalmente: se ficar sem jeito de ir sozinha, marque um dia com a Márcia ou com a Dri e apareça, vou ficar muito feliz em bater papo.
      beijo grande,
      Paty

  • marta // Junho 22, 2009 às 1:07 am | Responder

    Salve, Patybul.

    Gostei muito do texto, e agora, com filhos de 8 e 12 anos, lembro-me desta época com um pouco de saudade. É bem verdade que o meu caçula, de vez em quando, ainda abre a porta do nosso quarto no meio da madrugada, e parece um trovãozinho, queixando-se de alguma dor ou pesadelo, mas percebemos logo que o que ele quer mesmo é ficar bem quietinho entre o pai e a mãe.
    Lembro-me que há uns seis anos, estávamos na piscina do prédio correndo atrás dos dois, que cismavam de querer pular na água e brincar de mergulho, e eu espiava com o olho bem comprido que meus vizinhos, com filhos da idade que os meus têm agora, estavam sentados calmamente, conversando com os amigos e tomando uma cervejinha. A vizinha, hoje minha amiga, percebeu a cena, aproximou-se e disse, bem baixinho, não se preocupe, essa fase logo acaba, mas você vai ficar com saudade.
    Pois dito e feito.
    Beijo e boa-sorte. Mães sempre precisam.

  • Estela // Junho 22, 2009 às 6:20 pm | Responder

    Dormir uma noite inteirinha….ai,ai…que saudade disso…rs

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