O dia 22 de junho foi marcante em minha vida. Nada de extraordinário aconteceu, apenas o fato de eu fazer minha primeira viagem sem meu filho. Desde que o Victor saiu da UTI Neonatal – 48 duas após seu nascimento – esta foi a primeira vez que passei uma noite sem ele. E, confesso que não foi fácil. A começar pela saída do aeroporto: senti um aperto no peito ao deixá-lo nos braços do pai enquanto eu entrava no portão de embarque. A carinha dele de poucos amigos também não ajudou em nada. Chorar foi invevitável. Mas respirei fundo, dei um beijinho e entrei. E lá se foi meu bebê com o pai.
Liguei à noite para saber como tinha sido o dia, e tudo estava rigorosamente dentro do normal. O VIctor já dormia; depois da mamadeira e da inalação.
No dia seguinte, fui para a coletiva bastante tranqüila depois de receber de bom dia, uma foto no celular. Findo o evento, no caminho para o aeroporto Santos Dumont, ligo para conversar com a babá e saber como estão as coisas. Ao fundo, ouço meu filhinho braincando. A babá diz que está tudo bvem: ele almoçou bem e agora está no quarto bagunçando o que ela tenta arrumar.
Ligo para meu marido só para que ele confirme o que eu já sabia: o Victor passou muito bem o dia sem mim. Nenhum choro nem questionamento do tipo “mamãe” com voz chorosa. Sou obrigada a dar o braço atorcer: nós pais é que supervalorizamos nossa importância na vida de nossos bebezinhos. Aos 18 meses, acostumado que está às minhas saídas ao trabalho, pelo menos o meu já sabe que eu volto. E, talvez isso o tenha tranqüilizado. Mas mesmo assim, nada paga o abraço delicioso que ele me deu quando cheguei um pouco antes do horário rotineiro, toquei a campanha e esperei ele vir abrir a porta. Foi delicioso.
2 respostas Até agora ↓
Katia Horta // Julho 23, 2008 às 1:25 am |
Bull, o blog ficou muito legal. E acredite, o pequeno mexeu com todo mundo!
Falando por mim, tive a felicidade de ver uma pessoa querida como você poder viver a experiência maravilhosa de ter m filho! E ainda, posso me de-li-ciar com essa carinha gostosa dele!
bj grande e me mantenha informada das atualizações
Laura Ignacio // Agosto 29, 2008 às 4:16 am |
Ai, que foto mais fofa! Retrata bem o jeitinho dele… Esse olhar ao mesmo tempo meigo e maroto. Essa é para enquadrar, Paty!
Bom, esse foi o texto que mais me pegou, sabe? Deve ter sido uma aflição beeem maior do que a de deixá-lo na escolinha, apesar dele ter ficado com o pai. Eu nem dormiria!
Mas como diz minha sábia e – como todas, complexa – mãe: filho é para o mundo! Detalhe: ela me liga todo fds para não me dizer nada de prático ou novidade e perguntar se eu estou com saudades, rs. Nem procure entender. É amor e só. E não é que dá certo!?