DVD portátil, uma seleção variada de desenhos animados e filmes, livros das historinhas preferidas, CDs de música infantil, brinquedos, sucos e lanchinhos saudáveis. Não se trata de uma lista de presentes tardia, mas de um sugestivo kit sobrevivência infantil para pais que pretendem fazer viagens longas de carro – vamos considerar as que levem mais de três horas – para estressar o mínimo possível os pequenos. Pois acreditem, mesmo na familiar ventura de se tirar férias, pode sim haver longos e agudos choros impacientes, quase irresistíveis, por mais que no fim da estrada se encontre primos, praia e diversão.
No nosso caso, a cidade escolhida foi o Rio de Janeiro. Um casal e Victor, que acaba de completar três lindos e louros anos, percorrendo estradas de paisagens lindíssimas, que ligam duas cidades tão distintas, ou antagônicas. Da nossa casa até o ponto final, no Leblon, rodamos 429 quilômetros, que traduzidos em tempo, representaram sete horas e quarenta minutos. Nada mal se considerarmos as paradas para o cafezinho, almoço e o xixi… quer dizer, falamos de uma criança em estágio intermediário da fase de se “tirar as fraldas”, que é quando os pais perguntam a cada 15 minutos, “quer fazer xixi?”, como se isso limitasse a vontade dela em fazer xixi à hora que bem entende.
Mas vamos ao fundamental: a cadeirinha da criança – item obrigatório de segurança. O ideal é que seja macia e tenha regulagem para os momentos em que ela durma (e isso realmente pode acontecer). Uma dica é que os pais tenham familiaridade com a instalação da mesma, para poder retirá-la e recolocá-la sem ter que ir a uma loja especializada – inclusive da parte forrada – para o caso de uma emergência: por exemplo, trocar ou lavar o carro, ou um xixi (sim, o xixi) fora de hora, que os obrigue a remover a cadeirinha para lavar. Passamos por isso em duas ocasiões: na primeira, em plena Avenida das Américas, já no Rio. Victor até avisou com antecedência, mas quando o engarrafamento nos permitiu estacionar, já era tarde. Afinal, nesta idade e ainda se habituando a avisar que é a hora, foi impossível segurar. Mas de modo geral, é possível fazer as paradas coincidirem com a hora do xixi. No mais, dá até para parar na estrada e fazer no acostamento… sempre com o pisca alerta ligado.
No encosto do carona adaptamos o suporte para o DVD, que foi acionado ao final da segunda hora da viagem. Sempre observando pelo segundo espelhinho retrovisor, conseguimos entreter nosso passageiro VIP com esse recurso por cerca de uma hora, com os episódios do Cocoricó (que junto com os desenhos do Charlie e Lola, ocupa agora o topo de sua preferência). A reclamação, entretanto, não tardou. E a viagem – de ida – não estava nem na metade!
“Parada estratégica para o café da manhã!” Foi o suficiente para distraí-lo. De volta ao carro e ao DVD, seguimos viagem. Passando a metade do caminho e depois de uma soneca, paramos para almoçar. O restaurante tinha um playground improvisado que ajudou à distração, embora a maior diversão tenha sido o rottweiller de cerâmica em tamanho natural, que decorava a entrada. Fosse real, teríamos uma fatalidade, com a perda do cachorro.
Outra dica: em uma viagem com crianças pequenas é importante que os pais planejem bem as paradas e se lembrem que não se trata de um rally de regularidade. Também ajuda se a criança tiver uma companhia lá atrás. Portanto, é preferível que o piloto em alguns momentos viaje na frente sozinho e o carona faça companhia ao pequeno. Isso também facilita na troca das atividades, oferecimento de lanchinhos ou simplesmente para acalmar a criança quando mais nada conseguir fazer isso.
Chegada à Cidade Maravilhosa. Primos, praia e diversão, como o prometido. Como tempo, nossas sete horas e quarenta minutos foram melhor do que as nove horas de outrora. Teve a volta, com Victor bronzeado-fator-35 e as mesmas questões. Mas, olha, uma temporada pelo Rio de Janeiro só nos deixou, a todos, deliciados.
Este post é uma versão reduzida da matéria escrita, em família, para o Diário do Comércio. A íntegra pode ser acessado pelo (http://www.dcomercio.com.br/Materia.aspx?id=37616.)




que faz poucos dias que amamentava meu filho sentadinho no colo, quase em pé, para que não se engasgasse com o leite por conta da fenda no céu da boca. Mas já se passou um ano desde que Victor realizou sua segunda cirurgia, desta vez para correção da fenda do palato. Por conta desse aniversário, estivemos em Bauru, no 
